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OLHANDO PELO RETROVISOR, O CIRCO PEGOU FOGO NA CÂMARA

De antemão, vamos alertando para a longa postagem que você terá de ler. Antes, é recomendável ter lido outra matéria, senão vai confundir a cabeça (clique AQUI para conferir). Concluiu? vamos em frente! Na última sessão da câmara realizada na terça-feira (13), foi só a vereadora Délia Félix/PP defender o colega da oposição Didiu que disse não ligar para o passado, o que importa é o futuro, além de tocar em outros assuntos, que a vereadora disparou contra o líder do governo, Gilson Rosário/PMN. 

As 12 secretarias  - "Nós não vivemos de passado, devemos vivenciar o presente. Quanto ao senhor Gilson..está muito preocupado com a administração passada. Ela já passou. Se acha que foi ruim ...a gente tem de copiar as coisas boas. Sobre os secretários, deve ter a quantidade que for necessário para o município. Vocês falaram que se não tem dinheiro para comprar medicamento mas tem para pagar secretários. Não estou contra a secretaria nenhuma. Quanto ao grupo político estamos nos sentimos muito bem. Não se preocupe com a gente por que enquanto você defende o prefeito e ganha para isso  nós recebemos para defender o povo. Nunca vim aqui para defender prefeito nenhum" disparou Délia.

Gilson então respondeu:  "O ex-prefeito pecou muito (...) pagou pessoas que não trabalhavam e só defendiam na esquina o governo. Com relação ao atual prefeito, ele colocou doze secretarias e hoje estão preocupados com o futuro que o contrário do ex-prefeito que botou cinco e nada fez. Hoje, o prefeito está em Brasília com o deputado Valadares Filho. Ele se sentiu envergonhado porque liberou dinheiro para construção de quadras mas por um lado irresponsável, o recurso foi devolvido... porque não foi usado. O dinheiro ficou aqui por três anos".

Não dando por encerrado, Gilson se reportou a outro fato ocorrido numa sessão anterior quando o colega da situação Gileno Alves/PSDB indagara até onde iria a oposição atual. "O que Gileno falou (...) não é uma critica. Hoje existem três segmentos da oposição: existe o segmento do ex-prefeito Toinho de Dorinha, (...) de Thiago Dória (...) e de Eduardo de Milton. Politicamente nada contra. Não tenho nada contra. Agora, precisa de sintonia Eduardo de Milton semana passada e o ex-prefeito, dono da emissora de rádio, chegou para a emissora de rádio para um locutor e disse `se dê espaço para Eduardo de Milton falar nessa emissora de rádio vai ser demitido`. Que sintonia é essa? O locutor citou: Rapaz, estou decepcionado!`. (...) e Eduardo foi o candidato do grupo passado e teve sua participação dentro da política... e é um jovem que futuramente vai estar com um futuro brilhante na política de Poço Verde. Agora é preciso que os líderes tenham sintonia".

Gilson ainda citou um episódio recente em que um ex-prefeito teria pedido ao Estado a exoneração de uma secretária do Epifânio Dória sem ter passado sequer por processo administrativo. O fato ocorreu uma dia depois do Dia Internacional da Mulher. A comunidade estudantil estava preparada para ir às ruas protestar contra a decisão. Naquele ínterim, outra funcionária ligada ao grupo da oposição já estava com documento em mãos para substituir a antiga funcionária. Muita gente comentava: Logo a secretária, cujo marido é um árduo defensor do grupo da antiga administração.

"Como é que vocês fazem e ficam jogando um contra o outro. Se somos políticos maiores temos de ter sintonia", disse Gilson.

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O Respeito - O presidente Alexandre Dias então tomou a palavra para contestar a afirmativa do líder do governo de que ele (Gilson) só estará no grupo até quando os vereadores fossem respeitados. Ele indagou ao líder  a respeito do que foi mencionado em plenário. " O que é que se entende por respeito ou... são respeitos políticos ou são apadrinhamentos políticos ou agraciados pela administração? (...) Acredito que ninguém aqui está para torcer que não der certo o governo....Minha situação é do lado do povo. Peço para que cada um tenha o discernimento de observar quais os benefícios que cada um que está aqui defendendo. Quem é o parente que esta trabalhando? Quem é o parente que está tendo benefício em tal setor.. porque isso daí diz muito defendendo", disse Alexandre.

O presidente da Casa legislativa ainda elogiou o prefeito com algumas ponderações e voltou a repetir a velha cantilena de que não é da situação nem da oposição. "Quero parabenizar Didiu pela coragem e conhecimento técnico isso para alguns serve de palanque, mas o trabalho da situação como da oposição faz parte disso aqui, do colegiado onde temos representantes do povo com ideias às vezes diferentes. Essas situações parecem atritos, mas terminam em coisas positivas com essas redes sociais e as informações em tempo real".

Ainda sobre o passado - Se o tempo volta e meia traz más e boas lembranças na sessão da câmara, o vereador Didiu/PSB usou o parlatório para voltar no tempo e dizer que não tem o hábito de olhar para o retrovisor. Ao contrário de  outros, "meu passado  não me condena. (...) Você bate tanto na outra administração, fico pensando como o senhor passou três anos e oito meses para descobrir que tudo não prestava. Foi descobrir já as vésperas da eleição. (...)" se referindo a Gilson Rosário.

Sobre o fato de ser liderado por um segmento político conforme crítica de Gilson, Didiu afirmou:  "Não sou liderado por ninguém . Nem Milton Eduardo, nem Thiago Dória, ninguém me apoiou para minha campanha. Todo mundo precisa de uma sigla para ser candidato . Eu tinha de ter uma sigla.... Não faço questão de dizer que sou PSB, PSC, meu nome é Didiu (...) não sou liderado por ninguém. A única questão que eu tenho é de respeito com os quatro vereadores da oposição  que nós nos unimos e traçamos metas para Poço Verde avançar e ajudar até o prefeito Iggor Oliveira a fazer essa administração".

O líder da oposição, Pedro de Jesus/PDT, também não gostou da crítica do colega da situação: " Nós da oposição viemos contribuir também na forma política e administrativa. (...) eu achei bastante importante quando o senhor fala das questões simples que precisa ter na saúde. Não necessariamente tendo que buscar como parâmetro, como modelo algo que deu errado. O algo que deu errado, o povo já reprovou ..nós gostaríamos de ter como parâmetro e como um reflexo melhor para a nossa sociedade  poço-verdense aquilo que é de bom e as sugestões que trazemos aqui é para melhoria". Pedro ainda criticou que o site da prefeitura ainda não está transparente como deveria e apresentou duas indicações: uma para construção de uma ciclovia que se estenderia da Dakota até o centro; e do conjunto João Emídio até a praça do Triângulo; a outra, calçamento da praça da igreja da comunidade Cacimba Nova.

Nada de divisão  - Pedro defendeu o colega Didiu/PSB afirmando que ele não se referia ao retrovisor "não pela sua história, porque não se apaga o que está para trás, mas a forma também de não se comprometer porque também era munícipe. O senhor (Didiu) muitas das vezes cobrava porque a gente não cobrava em tais situações e eu apresentei aqui inúmeras. Tenho mais de 166 proposituras apresentadas no governo Thiago".
E respondendo a crítica de Gilson de que os vereadores da oposição seguem líderes diferente no mesmo grupo, Pedro disse: "Nós não temos um grupo dividido não. Se tem três lideres é bom para o grupo. Pode até ter mais. Mas também não recebemos orientação nenhuma do líder; de nenhum líder de nosso grupo (..) a pauta se dá por nós cinco vereadores pela forma que nos referimos por organização.
O líder da oposição aproveitou o ensejo para dizer que seu grupo tinha como proposta visitar a Lagoa do Junco para verificar se de fato a água continua chegando à comunidade.

Tréplica - Dirigindo-se aos vereadores Didiu e Délia, o líder do governo, Gilson Rosário, deu outra cutucada. Desta vez em Délia: "Didiu é novato na casa e talvez não compreenda, mas agora v. Exa. dizer que não pode olhar para o passado. Como a V. Exa. vai dizer que vai votar as contas do ex-prefeito aqui se é do mandato passado. Nós temos que pensar no passado sim". E olhando pra ela, continuou: "quer dizer que a senhora não tem responsabilidade para com esta Casa?" Enquanto ela balançava com a cabeça, Gilson insistia: "a senhora sabe que nós temos de votar contra. A senhora diz que não quer saber do passado. No mandato passado, V. Exa. teve 96 faltas. (..) Tomara que o ano passado não sirva de exemplo para esse mandato agora".
E dirigindo-se a Didiu, concluiu: "V.Exa disse como é que eu passei tanto tempo para descobrir (se referindo a mudança de partido ao descobrir que o antigo grupo não prestava). V.Exa.vai estar dentro da política e vai descobrir. Está estreando agora e vai saber.  Eu percebi que estava sendo enganado como outros vereadores. O vereador Léo pertencia a outro grupo na mandato passado que hoje eu faço parte e entendeu que o melhor projeto político para ele era o projeto que ele está hoje. (...)"

E voltando para os demais, afirmou: "D.Délia falou que eu estou ganhando dinheiro para defender o prefeito. Aí é uma desmoralização. (...) o meu salário é igual ao da senhora. Estamos aqui para defender o povo  (...) a V. Exa.nunca esteve para defender a oposição. Sempre teve barganhando no poder . Então, é por isso que sente essa dificuldade de hoje. Se está na oposição hoje é porque o genro é candidato a prefeito da oposição...a senhora tem que defender a política do seu genro. Tá certo! Agora não querer desmerecer os outros".

Quem achava que o cenário não iria pegar fogo, ele ainda cutucou o presidente Alexandre Dias. "O senhor presidente fez uma pergunta fazendo parte da bancada da situação `quais são os benefícios? V. Exa. deve saber  quem chegou para o prefeito e botar tantas e tantas pessoas nos cargos; que tem alguns apadrinhados seus que foi. Talvez é porque não botou todo mundo seu que V. Exa. está sentindo. Nós temos que saber! Quando o vereador Pedro fazia parte da situação, ele tinha as indicações dele (O vereador acenava que não) Tinha, tinha, eu tinha, todos nós temos quando a gente faz parte. Sabemos disso".

As 5 secretarias - Voltando ao tema do número reduzido de secretarias que `não faziam nada`, o presidente Alexandre defendeu que ele e Caduda fizeram um bom trabalho durante a antiga gestão. Gilson ponderou: "Os vereadores aqui sempre falaram que o professor Caduda foi um dos melhores secretários da administração anterior  (...) quando nós falamos no final do mandato que a V. Exa. também abandonou o barco talvez porque entendeu que o barco estava naufragando e percebeu que não tinha como se manter mais na administração. Então voltou para suas raízes que era". Gilson ainda citou um momento político que ofendeu o pai do presidente. No episódio, ele teria se vendido para o grupo da oposição na época. 

Aquele retrovisor - Como era a vez de o vereador Léo de Fonsinho/PCdoB usar a palavra, ele primeiro defendeu o grupo da oposição afirmando que todos tomam uma decisão em conjunto e seguirão juntos com determinação e respeito ao Executivo. 
"Não estamos aqui para perseguir. Na gestão passada, o legislativo aqui fechava os olhos para os problemas da comunidade, e só batia no prefeito. Quais eram as propostas dele enquanto vereador enquanto representante  do povo ou era só uma questão pessoal (se referindo mais adiante a João Ramalho que o perseguiu durante a campanha eleitoral e, por conseguinte, ajudou a ganhar na eleição com postagens em rede social).

Sobre o retrovisor e ao estilo João Ramalho de usar o sarcasmo, Léo afirmou: "retrovisor serve muito para os carros para que a gente posse conduzir e muito mais. Retrovisor é para isso. Vê a questão do passado . Então, o retrovisor  é para que a gente possa sim ver o que deixou para trás" E se  dirigindo a Gilson disparou: "o senhor era líder da situação. Essa situação que era a pior tanto dos comentários de V.Exa.quanto dos vereadores que faziam parte da bancada do prefeito anterior. E por quê?"

Sobre porque mudou de lado, Léo justificou: "Talvez santo de casa não faça milagre. Por que o tempo que eu passei lá nunca fui visto. E aí V. Exa. já foi  agora e era considerada a braúna..eu só sou uma raiz. E para segurar uma braúna ter de ter uma raiz forte. Então, a raiz de Fonsinho...não sou permanente de qualquer grupo político. Eu acho que a partir do momento que você sai de um grupo para outro pensando no bem e o melhor para a comunidade, para mim isso pouco importa. O que eu não posso pensar no meu bem". Ao final, Léo afirmou que as faltas de Délia foram justificadas.

Alexandre não gostou nem um pouco sobre a informação  que seu pai teria vendido a dignidade ao passar para o outro grupo. Dias explicou que o pai teve a compostura de ter dialogado com o ex-prefeito Neto Emídio (quem o colocou na política) se este seria candidato ou não. A mudança de partido ocorreu dois anos depois e com aval do Neto Emídio que não se candidataria mais naquele tempo.

"Ele foi para o grupo de Everaldo e continua até hoje e está sofrendo por não está sendo respeitado pelo grupo. O senhor até então era exemplo de grupo e hoje veio para cá... por isso que eu disse a população `vejam os benefícios por quê`. Meu pai é um homem honrado (...) porque até hoje está nesse grupo perdendo há doze anos. Na hora que ganhou, perdeu. (...) já eu, tive a vida toda do lado de Everaldo. Na eleição passada,  anterior a essa, votei no grupo dos Dória porque Thiago Dória é meu primo carnal. Meu amigo pessoal. Fomos criados juntos (...) e foi uma pessoa que me reconheceu.. Coisa que não está acontecendo agora. Tive meus motivos para votar nele. Tive meus motivos para não votar mais e agora votar nesse outro grupo. Agora, como D.Délia disse se precisa vou para outro. O que vale é respeitar as pessoas como o senhor também disse. Enquanto não se sentir respeitado pelo seu grupo não vai estar lá. Não sou de oposição, nem de situação e tenho os meus motivos. Uma dia eu vou tomar um partido", concluiu a sessão.


Olhando pelo retrovisor o discurso dos parlamentares, nota-se que tanto um quanto outro rezam a mesma cartilha política. O que os diferencia é apenas o partido da conveniência.(foto:arquivo)
OLHANDO PELO RETROVISOR, O CIRCO PEGOU FOGO NA CÂMARA Reviewed by Jorge Schalgter Leal on 20:58 Rating: 5

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